Separar conta pessoa física e jurídica: por onde começar
O que a mistura esconde, como definir o pró-labore, os cinco passos da separação e o que fazer quando você precisa mesmo usar o dinheiro da empresa.
O dinheiro que fica preso na operação, a fórmula com estoque e prazos, o ciclo financeiro e quatro formas de precisar de menos giro sem ir ao banco.
Tem um tipo de aperto que não faz sentido nenhum para quem está vivendo ele: o mês fechou com lucro, a agenda estava cheia, e mesmo assim faltou dinheiro para pagar o fornecedor.
Não é erro de conta. É capital de giro — e entender essa diferença separa o negócio que cresce do que quebra crescendo.
Capital de giro é o dinheiro que fica preso na operação enquanto ela roda.
Você compra a mercadoria hoje, paga o fornecedor em 30 dias, vende em 40 e recebe em 3 vezes. Entre pagar e receber existe um buraco de tempo — e ele precisa ser coberto com dinheiro seu. Esse dinheiro é o capital de giro.
Quanto mais o negócio vende, maior fica o buraco. É por isso que crescer sem giro quebra empresa lucrativa.
A versão de contador é ativo circulante menos passivo circulante. A versão que serve para decidir alguma coisa numa terça-feira é esta:
`` Necessidade de capital de giro = Estoque + Contas a receber − Contas a pagar ``
Um exemplo:
`` 38.000 + 22.000 − 25.000 = R$ 35.000 ``
Esse negócio precisa de R$ 35 mil em caixa só para continuar existindo do jeito que existe hoje. Não é lucro, não é reserva: é dinheiro imobilizado na operação.
`` Ciclo financeiro = Prazo de estoque + Prazo de recebimento − Prazo de pagamento ``
`` 45 + 30 − 30 = 45 dias ``
Quarenta e cinco dias com o dinheiro fora do caixa. Cada dia a menos nesse ciclo é dinheiro que volta para você sem precisar de banco.
Cobrir buraco de giro com antecipação de recebível todo mês é trocar um problema por uma despesa permanente. A taxa parece pequena por operação e vira uma das maiores linhas do ano — e, pior, ela não aparece em lugar nenhum da operação: some dentro do resultado financeiro, e o dono jura que o problema é a margem.
Se você antecipa recebível com frequência, calcule quanto isso custou nos últimos 12 meses. O número costuma assustar.
A conta lá de cima precisa de três números atualizados, e são exatamente os três que o sistema mantém: o estoque (com custo médio calculado a partir das entradas), as contas a receber e as contas a pagar, com vencimento.
O painel ainda avisa quando o caixa projetado fica negativo em alguma data futura, pelas contas que já estão lançadas — é o aviso que chega antes do aperto, não depois.
Para a outra metade da história, veja como calcular margem de lucro: margem diz se o negócio dá lucro, giro diz se ele sobrevive até o lucro chegar. E, se esses três números ainda moram numa planilha, o guia de sistema financeiro gratuito mostra o que exigir de uma ferramenta antes de confiar o caixa a ela.
O que a mistura esconde, como definir o pró-labore, os cinco passos da separação e o que fazer quando você precisa mesmo usar o dinheiro da empresa.
A régua de cobrança com prazos, o que o Código de Defesa do Consumidor permite e proíbe, três mensagens prontas e como evitar a inadimplência antes da venda.
Margem bruta, operacional e líquida: o que cada uma denuncia, um exemplo de R$ 80 mil que sobra R$ 2.800 e a margem de contribuição, que decide o que vender.
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