Como cobrar cliente inadimplente sem perder o cliente
A régua de cobrança com prazos, o que o Código de Defesa do Consumidor permite e proíbe, três mensagens prontas e como evitar a inadimplência antes da venda.
O que a mistura esconde, como definir o pró-labore, os cinco passos da separação e o que fazer quando você precisa mesmo usar o dinheiro da empresa.
Se você usa a mesma conta para pagar o fornecedor e o supermercado, existe uma pergunta que seu negócio não consegue responder: ele dá lucro?
Não é questão de organização. É que os dois dinheiros misturados produzem um saldo que não significa nada — nem para você, nem para o contador, nem para o banco no dia em que precisar de crédito.
E há o lado jurídico: separar patrimônio é o que dá sentido à pessoa jurídica. A mistura sistemática — a chamada confusão patrimonial — é um dos caminhos para a desconsideração da personalidade jurídica, quando o patrimônio pessoal passa a responder por dívida da empresa. Cada caso é um caso, e isso é conversa com advogado; o ponto aqui é que a separação existe por um motivo.
Pró-labore é o que você recebe pelo trabalho que faz na empresa. É diferente de distribuição de lucro, e a diferença importa:
Quem só tira lucro e nunca define pró-labore acaba misturando de novo — porque lucro é irregular por natureza, e conta de casa vence todo mês.
Pró-labore baixo demais não é economia: é um custo que existe e está escondido, e ele reaparece na primeira vez que você precisar se afastar.
Acontece. O que não pode é acontecer sem registro.
A regra é simples: tudo pode ser explicado, nada pode ser invisível.
O sistema trabalha com várias contas — caixa, banco, cartão —, e transferir entre elas não vira receita nem despesa: a transferência é uma entidade própria, justamente para não contar o mesmo dinheiro duas vezes no resultado.
As categorias separam o que é custo, o que é despesa e o que é retirada, e o DRE lê essa separação. Com pró-labore lançado como despesa recorrente, ele aparece no resultado todo mês — que é exatamente onde ele precisa aparecer para a margem ser verdadeira.
Depois de separar, as próximas contas ficam possíveis: margem de lucro e capital de giro — nenhuma das duas funciona com as contas misturadas. Se a sua empresa é MEI, o guia de sistema para MEI mostra o que controlar para não estourar o limite de faturamento.
A régua de cobrança com prazos, o que o Código de Defesa do Consumidor permite e proíbe, três mensagens prontas e como evitar a inadimplência antes da venda.
O dinheiro que fica preso na operação, a fórmula com estoque e prazos, o ciclo financeiro e quatro formas de precisar de menos giro sem ir ao banco.
Margem bruta, operacional e líquida: o que cada uma denuncia, um exemplo de R$ 80 mil que sobra R$ 2.800 e a margem de contribuição, que decide o que vender.
Crie sua conta e comece a organizar o financeiro hoje. É de graça, sem limite de lançamentos e sem cartão de crédito.