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Como calcular imposto sobre vendas: a conta e como acompanhar

A conta do imposto sobre vendas, o que muda no MEI, no Simples e nos regimes de lucro, e como comparar todo mês o imposto pago com o que as vendas indicam.

Por Equipe Criando Gestão6 min de leitura

Calcular o imposto sobre vendas é multiplicar o que você vendeu pela alíquota de cada imposto que incide na venda. A conta é simples; o difícil é saber quais impostos entram e com qual alíquota — e isso muda com o regime da sua empresa, com o produto e até com o estado.

Este artigo mostra a conta, o que cada regime muda, onde a conta de cabeça erra, e como acompanhar todo mês quanto você pagou de imposto e quanto as suas vendas indicam.

Qual é a conta do imposto sobre vendas?

Para cada imposto que incide na venda:

imposto = valor vendido × alíquota

Depois, some os impostos. Um exemplo, com números ilustrativos de uma empresa do Lucro Real que vendeu R$ 10.000 em mercadoria no mês, usando as alíquotas que o contador dela informou:

  • ICMS de 18%: R$ 10.000 × 18% = R$ 1.800
  • PIS de 1,65%: R$ 10.000 × 1,65% = R$ 165
  • COFINS de 7,6%: R$ 10.000 × 7,6% = R$ 760

Somando, R$ 2.725 das vendas do mês são imposto — 27,25% do que entrou.

Os percentuais acima são exemplo. A alíquota certa depende do estado, do produto (é o NCM dele que diz) e do regime. Quem informa é o seu contador.

O regime da empresa muda a conta inteira

Antes de qualquer alíquota, a pergunta é: em que regime a sua empresa está?

  • MEI: paga um valor fixo por mês, a guia do MEI. Não existe imposto por produto — a conta deste artigo não se aplica.
  • Simples Nacional: paga o DAS, calculado sobre o faturamento total do mês, numa alíquota que muda com a faixa de faturamento. Também não há alíquota por produto: o que importa é quanto você faturou.
  • Lucro Presumido e Lucro Real: aqui cada imposto tem a sua alíquota, e a conta é feita imposto por imposto, como no exemplo acima.

Se você está no Simples e quer saber se a Reforma Tributária muda alguma coisa para você, o simulador da Reforma Tributária responde em seis perguntas.

Quais impostos entram na venda?

Nos regimes de lucro, os que mais aparecem são:

  • ICMS: estadual, sobre a venda de mercadoria.
  • IPI: federal, sobre produto industrializado — quem fabrica.
  • PIS e COFINS: federais, sobre o faturamento.
  • ISS: municipal, sobre a prestação de serviço.

Uma loja tende a ter ICMS, PIS e COFINS; um prestador de serviço, ISS, PIS e COFINS. Uma empresa que vende produto e serviço tem os dois grupos, cada um na sua parte da venda.

Por que a conta de cabeça erra?

A multiplicação é uma estimativa boa para saber a ordem de grandeza, e erra nos detalhes que o contador trata na apuração:

  • o IPI é cobrado por fora, somado ao preço — não sai de dentro dele;
  • a substituição tributária faz o ICMS ser pago antes, por outro elo da cadeia;
  • no Lucro Real, o crédito do que você comprou abate do que você deve;
  • venda para outro estado pode ter DIFAL, e há produtos com base reduzida.

Por isso o número que vale é o que a contabilidade apura. A sua conta serve para outra coisa: não ser pego de surpresa.

Estimado ou pago: por que comparar os dois?

Quem acompanha só o que pagou descobre o tamanho do imposto quando a guia chega. Quem acompanha só a estimativa não sabe se ela bate com a realidade.

Olhar os dois lado a lado responde a pergunta que interessa:

  • se o estimado fica muito acima do pago, vale perguntar ao contador se há crédito, isenção ou alíquota cadastrada errada;
  • se o pago fica muito acima do estimado, pode faltar alíquota em algum produto, ou a venda está saindo sem produto cadastrado.

A diferença não é erro de ninguém — é o assunto da próxima conversa com o contador, e você chega nela com o número na mão.

Como acompanhar o imposto no Criando Gestão

O Criando Gestão tem um relatório de impostos que mostra exatamente isso: o que você pagou e quanto as suas vendas indicam, no período que você escolher. O passo a passo:

  1. Diga o regime da empresa. Ele é perguntado no cadastro e fica em Configurações. É o regime que decide o que aparece no produto: nada no MEI, NCM e CFOP no Simples, e as alíquotas de ICMS, IPI, PIS, COFINS e ISS no Lucro Presumido e no Real.
  2. Cadastre no produto o que o contador passar. NCM, CFOP e as alíquotas ficam guardados no cadastro de cada produto ou serviço, junto com o custo — e a tela já mostra a margem de cada um.
  3. Lance a guia paga numa categoria de imposto. O DAS, o ICMS, o ISS: cada guia vira uma conta a pagar na categoria "Impostos sobre venda", e é dela que sai o imposto pago.
  4. Abra Relatórios → Impostos. Lá estão o imposto pago, o estimado sobre as vendas faturadas, a diferença entre os dois, o que vence em aberto, o estimado de cada imposto e os produtos que mais pesam.

O relatório também diz quanto das suas vendas ficou de fora da estimativa — item vendido sem produto cadastrado, ou produto sem alíquota —, e mostra no topo o que falta configurar, com o link para resolver.

No MEI e no Simples, onde não há alíquota por produto, o relatório mostra o imposto que você pagou e explica por que não estima.

O que o sistema não faz, para ficar claro: ele não emite nota fiscal, não gera a guia de imposto e não traz alíquota pronta. A estimativa usa as alíquotas que a sua empresa cadastrou, e a apuração continua com o seu contador.

O imposto já está no seu preço?

Todo imposto sobre a venda sai de dentro do preço que você cobra. Se ele não foi considerado na hora de formar o preço, sai da sua margem sem você ver. Veja como formar preço de venda com o imposto dentro, e como calcular margem de lucro para saber quanto sobra de verdade em cada venda.

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Para ver tudo o que vem junto, confira a lista de funcionalidades.

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