Separar conta pessoa física e jurídica: por onde começar
O que a mistura esconde, como definir o pró-labore, os cinco passos da separação e o que fazer quando você precisa mesmo usar o dinheiro da empresa.
A diferença entre markup e margem, o que precisa entrar no custo antes da conta e a fórmula fechada com números — de R$ 60 de custo a R$ 101,69 de preço.
Existe uma conta que quase todo pequeno negócio faz errado, e o erro tem nome: somar a margem que se quer ganhar ao custo do produto.
Parece certo. Custou R$ 60, quero ganhar 30%, então vendo por R$ 78. Só que esses R$ 18 de diferença não são 30% de margem — são 23% do preço de venda. A diferença some no primeiro mês e aparece no fim do ano, quando o lucro é menor do que a conta prometia.
Este artigo mostra a conta certa, com números fechados.
Preço não se forma sobre o custo da mercadoria. Ele se forma sobre tudo que sai do caixa por causa daquela venda:
Os três do meio são os mais esquecidos, e juntos passam facilmente de 15% do preço.
Esta é a confusão que custa dinheiro.
A fórmula que liga os dois:
`` Preço = Custo / (1 − margem desejada) ``
A margem entra como decimal: 30% vira 0,30.
Uma loja compra uma peça por R$ 60. O dono quer 30% de margem. Os custos percentuais da venda são:
Soma dos custos percentuais: 11%. Com a margem de 30%, o divisor fica:
``` 1 − (0,30 + 0,11) = 0,59
Preço = 60 / 0,59 = R$ 101,69 ```
Confere: de R$ 101,69 saem R$ 60 de custo, R$ 6,10 de imposto, R$ 3,05 de taxa e R$ 2,03 de comissão. Sobram R$ 30,51 — exatos 30% do preço.
Se o dono tivesse feito a conta errada — R$ 60 + 41% = R$ 84,60 —, sobrariam R$ 15,29 depois de tudo. Metade do que ele achava que ia ganhar, na mesma venda.
A fórmula devolve o piso informado. O que você faz com ele é decisão de negócio:
O erro não é vender abaixo da conta. É vender abaixo sem saber.
O preço de cada produto fica no catálogo, e é ele que a venda usa — sem redigitar e sem "quanto mesmo era esse?". Quando a venda é fechada, ela vira conta a receber; quando a compra é registrada, o sistema calcula o custo médio do que está em estoque, que é o número que entra na conta de cima.
E o modelo de DRE mostra, no fim do mês, se a margem que você calculou no papel sobreviveu à realidade.
O sistema é de graça, sem limite de produtos nem de vendas.
Depois desta conta, a próxima é a margem de lucro — quanto realmente sobrou do que você vendeu.
O que a mistura esconde, como definir o pró-labore, os cinco passos da separação e o que fazer quando você precisa mesmo usar o dinheiro da empresa.
A régua de cobrança com prazos, o que o Código de Defesa do Consumidor permite e proíbe, três mensagens prontas e como evitar a inadimplência antes da venda.
O dinheiro que fica preso na operação, a fórmula com estoque e prazos, o ciclo financeiro e quatro formas de precisar de menos giro sem ir ao banco.
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